Quinta-feira, Janeiro 27, 2011

Melhores Discos de 2010, Nº 8: Groove Armada - "Black Light"




Para o grande público, o Groove Armada ficou conhecido no início dos anos 2000 pelo estouro das faixas "My Friend" e "Superstilin". Um pouco antes disso, este Duo de música eletrônica formado por Andy Cato e Tom Findlay já havia sentido o gosto do mainstream quando o remix feito por Fatboy Slim para "I See You Baby" animou muitas pistas de dança mundo afora no fim dos anos 90. Desde então, a dupla trabalhou remixando artistas tanto da música Pop e da cena alternativa como Neneh Cherry, Sophie Barker entre outros. Eis que a dupla ressurge com disco novo e em sua melhor forma desde dos álbuns "Lovebox" de 1999 e "Goodbye Country (Hello Nightclub) de 2003. "Black Light" é o melhor disco do Groove Armada em tempos provavelmente pela facilidade em que cativa o ouvinte pronto para cair na balada quanto alguém que deseja ouvir apenas um bom disco de música eletrônica. Andy e Tom afinam suas programações indo fundo aos prirmódios das cenas raves buscando inspiração no House, o Ambient e por fim no Sinth-Pop dos anos 80. Vai se perceber um pouco de Soft-Cell e Depeche Mode em canções como "History" e "Cards To Your Heart" enquanto arrasa-quarteirões em forma de Tecno-House como "Paper Romance" e "Time and Space" garantem uma pista cheia para qualquer DJ. Além das batidas e graves muito bem colocados, o álbum conta com onipresentes vocais escolhidos a dedo por Cato e Findlay. Alías, são os vocais que tornam esse disco acessível e agradável de se ouvir. Com a ajuda de Nick Littlemore (o homem escondido entre os samplers do Empire Of The Sun) cantando "Warsaw" e "Not Forgotten", garante aos rockers modernos bons momentos com o Groove Armada. Bryan Ferry aparece em "Shameless" soltando sua voz inconfundível, enquanto Jess Larrabee (do obscuro grupo indie She Keeps Bees) e SaintSaviour esbanjam elegância em "Just For Tonight" e "I Wont Kneel". Sendo eclético sem perder a identidade, Black Light é um disco denso e em alguns momentos até sombrio, assim como afirmou Findlay antes do álbum sair: "É o lado negro do Groove Armada que ficou escondido por mais de 12 anos". Ainda em 2010 saiu "White Light" , recheados de remixes e versões alternativas destas reflexões e instigamentos pre-pós noitada que compõem o álbum. Ambas peças indispensáveis para qualquer baladeiro de plantão.






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