
Desde o surgimento do grupo em 2000, o Delorean sempre explorou o campo das infinitas possibilidades da música eletrônica. Mas somente foi com o lançamento do EP "Airton Senna" (2009) que este quarteto conseguiu projeção fora de Barcelona. Oriundos do País Basco, (mais precisamente Zarautz, província de Guipúzcoa) o nome do piloto brasileiro deu sorte o bastante a estes rapazes permitindo que eles remixassem oficialmente singles do Franz Ferdinand e do The XX, além de entrar em turnê abrindo shows do grupo sueco MIike Snow. Na sequência de todo o hype, "Subiza" sai em 2010 e traz à tona todo o potencial do Delorean. Nota-se no álbum a referência direta ao Acid-House noventista, aquela vertente eletronica que imortalizou grupos como o The Orb e lendário DJ Andrew Weatherall. Mas a maior qualidade do "Subiza" é mesmo a facilidade que o grupo monta canções pop em cima de estruturas eletrônicas sem que nenhum desavisado suspeite de que ali é um quarteto executando-as em vez de um único Disk-Jóquei. O disco mergulha profundo nos Anos 90 e traz de lá os melhores tons dos álbuns "Técnique" (New Order) e "Screamadelica" (Primal Scream): ambos grupos de Rock aclamados pelo seu pioneirismo em fusões com a música eletrônica. Outra qualidade soberba de "Subiza" são os vocais melódicos e desajeitados de Ekhi Lopetegi remetendo diretamente a Bernard Summer enquanto o restante do grupo defere mutações sônicas repletas de samplers vocais e batidas entrecortadas. Músicas como "Stay Close" e "Real Love" são o que pode se chamar de standards tardios do Alternative Club/Dance. Já "Simple Graces" é um Madchester energético e "Warmer Places" te convida a cair no balanço de um Funk-House frenético e contagiante. Com o nome tirado do modelo de carro imortalizado no filme "De Volta para o Futuro", o Delorean adquire as qualidades do veículo no longa-metragem e nos transporta para os primórdios das festas Raves de Ibiza do início década de 90. Local e época que como em "Subiza", o verão e o pôr-do-sol parecem realmente não ter fim.
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